Agronegócio é prioridade e recursos vão seguir aumentando, diz representante de Dilma

O setor do agronegócio é prioritário para o governo e continuará sendo em um eventual segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT). Foi o que garantiu o representante da campanha governista ao Palácio do Planalto, Odacir Klein, em debate sobre os planos dos principais concorrentes à Presidência, durante o 13º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Abag, em São Paulo (SP).

“Obviamente será prioritário. O alimento é a primeira necessidade da população”, disse Klein quando perguntado sobre o comprometimento da candidatura da presidente Dilma Rousseff com a “vocação agropecuária” do país. “Se pegar qualquer dado estatístico, vai ver que o aumento dos recursos é constante e expressivo. Isso vai ser continuado.”

Antes dele, o vice-presidente da República, Michel Temer, fez um pronunciamento defendendo a ação do governo federal junto ao setor do agronegócio. Fazendo, como ele mesmo disse, um “relatório” desde o governo Lula, Temer destacou o êxito de discussões como a Lei de Biossegurança e o Código Florestal. “Temos feito programas dos mais variados para incentivar a produção”, disse o vice-presidente da República.

Na sua participação, Odacir Klein, afirmou que, “em que pese os problemas da economia”, o incremento da renda e o desenvolvimento social são motivos para que a população dê sequência ao atual governo. Klein debateu com Maurício Rands, representando a campanha de Eduardo Campos (PSB) e Xico Graziano, pela campanha de Aécio Neves (PSDB).

Etanol
Questionado sobre a situação do setor sucroenergético, em que o atual governo tem sido alvo de críticas do setor, reconheceu que “a situação é complicada”. “Se eu disser que o etanol está uma maravilha, eu seria vaiado.” No entanto, disse acredita em uma solução para o setor dentro de um debate que tenha “uma visão de energia e de agronegócio.”

Sobre a possibilidade do governo federal retomar a cobrança da Cide sobre a gasolina, reivindicação da indústria de cana-de-açúcar como diferenciação tributária em relação à gasolina para favorecer a competitividade do etanol, Klein disse que a questão tributária tem que ser decidida no âmbito do governo e que, como representante de um candidato, não poderia ele, pessoalmente, assumir o compromisso.

Ministérios
O representante da campanha de Dilma Rousseff defendeu que Ministério da Agricultura (Mapa) e do Desenvolvimento Agrário (MDA) sejam independentes. Segundo ele, o Mapa tem que cuidar da política agrícola de um modo mais amplo, “não ser aquele que tenha atuação em áreas de outros ministérios. O MDA tem atuação específica, em uma área específica.”

Klein discordou também da ideia de atribuir ao Ministério da Agricultura a competência de decisões relacionadas a questões ambientais. “Há quem diga que o Ministério do Meio Ambiente tem que estar no Ministério da Agricultura. Mas o Mapa não pode atuar na questão ambiental de São Paulo”, disse ele, lembrando que faz parte da atribuição da pasta do Meio Ambiente a atuação em áreas urbanas.

Terras e sustentabilidade
Odacir Klein disse ainda que há uma necessidade de normas relacionadas a temas como a compra de terras por investidores estrangeiros e a demarcação de áreas indígenas no país. Na avaliação dele, a discussão deve ser feita “com coragem, diálogo e vencendo os radicalismos”. “Essa questão fundiária e indígena será resolvida como foram outras. Farei tudo para que isso conste do programa de governo”, disse Klein.

Ao falar sobre a sustentabilidade, o representante da campanha de Dilma Rousseff destacou que ela deve ser econômica, ambiental e social. No que diz respeito especificamente à produção agrícola, destacou a agricultura de precisão e o plantio direto como exemplos. “O produtor é altamente preocupado com a sustentabilidade e o governo superou obstáculos para avançar no assunto”, argumentou, lembrando das discussões sobre o Código Florestal.

Fonte: Globo Rural

Sobre o autor

Deixe uma resposta

*

captcha *