MS investe R$ 27 mi em rastreabilidade eletrônica de rebanho na fronteira

O governo de Mato Grosso do Sul está investindo R$ 27 milhões na implantação de um sistema de rastreamento eletrônico que vai ser obrigatório para todo o rebanho bovino dos municípios da antiga Zona de Alta Vigilância (ZAV), na fronteira do Estado com o Paraguai, totalizando entre 800 e 1 milhão de animais.

A informação foi revelada nesta quarta-feira (16), ao Agrodebate, pela diretora-presidente da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), Maria Cristina Galvão Rosa Carrijo. Segundo ela, para fazer a identificação dos animais serão utilizados brincos eletrônicos que serão doados pelo governo aos criadores.

“Esse é um projeto pioneiro no País. Além dos brincos, os produtores vão receber também leitores para esses elementos e máquinas que vão possibilitar a impressão na própria fazenda da GTA [Guia de Transporte Animal – documento necessário para qualquer movimentação do rebanho] e da nota fiscal. Esses equipamentos serão cedidos pela empresa que venceu a licitação para implantar o sistema”, explica.

O sistema de rastreamento eletrônico, conforme Maria Cristina, vai assegurar uma melhoria significativa no controle da sanidade e no monitoramento do rebanho bovino na faixa de fronteira do Estado com o Paraguai. “A expectativa é agregar valor a pecuária da região e conquistar novos mercados para a carne sul-mato-grossense, derrubando barreiras que ainda existiam em alguns países em razão da necessidade de dados mais consistentes sobre a sanidade do rebanho”, comenta.

A diretora-presidente da Iagro adianta ainda que aplicação dos brincos deve começar nesta semana em propriedades rurais de Mundo Novo, a 462 quilômetros de Campo Grande. “Estamos com 28 técnicos no município, esperando apenas a melhoria das condições do tempo para iniciar a brincagem”, revela.

Além de Mundo Novo, o projeto será implementado também nos municípios de Japorã, Sete Quedas, Paranhos, Coronel Sapucaia, Aral Moreira, Ponta Porã, Antonio João, Bela Vista, Caracol e Porto Murtinho. A projeção de Maria Cristina é que o trabalho seja concluído em toda a região até o fim do primeiro semestre de 2014.

 

“É um procedimento muito detalhado, que precisa ser feito com calma e cuidado”, analisa a diretora-presidente da Iagro, para explicar o prazo previsto para a implantação do sistema. Ela diz que a expectativa em torno dos resultados do projeto é tão positiva que o governo do Estado já estuda disponibilizar o sistema também para os produtores da região do Planalto. “Nessa região, o produtor poderá implementar o sistema em caráter voluntário. Não será obrigatório como na região de fronteira, mas deverá trazer uma série de vantagens aos criadores que o utilizarem”, concluiu.


Fonte: Agrodebate