População desconhece vantagens e desvantagens das sementes transgênicas

Em 2003, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) legalizou o plantio de sementes geneticamente modificadas no Brasil. Uma negociação entre o governo brasileiro e o Congresso Nacional na época. Passados dez anos, os transgênicos conquistaram espaço significativo no mercado.

Segundo Paulo Fachin, diretor presidente da Ceagro, uma das maiores produtoras de soja e milho do País, mesmo assim, ainda é preciso esclarecer à população sobre vantagens e riscos que cercam os alimentos transgênicos. “Precisamos ampliar o debate para que várias culturas sejam beneficiadas. O que acontece hoje é que as pessoas imaginam que tudo que é transgênico faz mal à saúde. Temos quebrar isso e apresentar os benefícios também, sempre alertando para os riscos, se existirem”, lembra.

O Brasil é hoje, ao lado dos Estados Unidos, líder mundial da produção de soja transgênica. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), 88% da safra de soja 2012/2013, que produziu impressionantes 81,3 milhões de toneladas, era composta por grãos geneticamente modificados, que ocuparam 37,1 milhões de hectares. Impulsionada pelo restrito clube de empresas que atua no setor, a força dos transgênicos na atual safra se estende a outras importantes commodities no país, como o milho e o algodão, que também já têm a maior parte de sua produção – 60% e 55%, respectivamente – composta por transgênicos.

Na próxima safra (2013/2014), os transgênicos também serão parte da produção do símbolo maior da alimentação do povo brasileiro, o feijão, com o plantio de uma modalidade resistente ao vírus do mosaico dourado do feijoeiro, desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

“Com a soja transgênica é possível inibir infestação de plantas daninhas que prejudicam drasticamente a qualidade do produto e o rendimento da colheita. Além de que temos um controle no uso de herbicidas, que nos ajuda a manter o equilíbrio ambiental”, argumenta Fachin.

Feijão transgênico aprovado

A Embrapa já tem pedidos de plantio de transgênicos para fins comerciais aprovados pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). O dentre eles é o feijão transgênico Embrapa 5.1, resistente à praga do mosaico dourado, que foi desenvolvido exclusivamente pela empresa brasileira, aprovado pela CTNBio em 2011 e já está na fase de testes de campo, com previsão de chegar à mesa do consumidor em dois anos.

Fonte: Agrolink