Produtor precisa se conscientizar das práticas de sustentabilidade

A agropecuária tem avançado muito em tecnologia e, também, na defesa do meio ambiente. Porém, a preocupação com o lucro na atividade, ás vezes, faz alguns produtores se arriscarem com práticas não recomendadas pela agronomia e pela pesquisa. E são práticas que, em médio ou longo prazo, podem representar um “tiro no pé”.

Uma dessas práticas que está preocupando muito é a chamada safrinha de soja, que vai contra todas as regras de preservação do solo e de combate a pragas e doenças nas lavouras.

Outra técnica é a sucessão pura e simples de culturas como a soja e o milho, a qual vem sendo a posta em prática em Mato Grosso do Sul e praticamente em todas as regiões produtoras. Conforme explica o pesquisador André Lourenção, da Fundação MS, de Maracaju, os restos da colheita de milho, considerado por alguns uma boa palhada, não é suficiente para uma eficiente cobertura do solo, para sua proteção e seu enriquecimento. “No mínimo, precisamos de um consórcio de um capim com esse milho, para termos uma boa palhada”, esclarece.

Também é viável algum outro processo, como uma integração lavoura-pecuária. Em função disso, a organização do Showtec 2015 decidiu colocar na programação esses temas polêmicos, mas que precisam ser tratados pelos pesquisadores e produtores, olhando para o futuro com a preocupação na sustentabilidade do meio ambiente.

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