Somar prevê risco de geada em MS e PR para safrinha de milho

As condições climáticas para a safrinha de milho este ano vão desde risco de geadas em Mato Grosso do Sul e Paraná até chuvas entre abril e maio nos Estados de Mato Grosso e Goiás. A previsão foi feita nesta segunda-feira (30/3) pelo meteorologista Paulo César Etchichury, sócio-diretor da Somar Meteorologia, que participa hoje da 3ª Conferência do Agronegócio do BESI Brasil, em São Paulo.

Conforme ele, no caso de Mato Grosso e Goiás, as precipitações devem continuar ao longo de abril e cessar no fim do mês, mas episódios de chuvas também devem ocorrer em maio, podendo atrapalhar o plantio de milho, que está atrasado. Já no Paraná e em Mato Grosso do Sul, o frio deve começar mais cedo em 2015, com possibilidade de geadas já em maio e início de junho.

Etchichury ponderou, no entanto, que existe possibilidades de instalação de El Niño neste ano, embora as condições de que isso ocorrerá ainda não estejam claras. Segundo o meteorologista, se o fenômeno acontecer, o inverno no país será mais úmido, com redução do risco de geadas.

Ele destacou ainda que o período úmido no Brasil já está praticamente definido e que os reservatórios das hidrelétricas devem chegar ao período seco, a partir de maio, com cerca de 30% da capacidade de armazenamento.

EUA
Com relação à safra norte-americana, Etchichury informou que a previsão, por ora, não indica qualquer problema para o plantio e colheita de grãos. “Podem ocorrer problemas regionais, que darão volatilidade aos preços, mas não há previsão de quebra de safra”, disse.

Média histórica
O volume de chuvas no Brasil, em especial na região Centro-Sul do País, tende a ficar abaixo da média histórica nos próximos anos, prevê Etchichury. “Não quer dizer que não vai chover. Vai chover menos”, afirmou, acrescentando que na região de Ribeirão Preto (SP), importante polo produtor de cana-de-açúcar, o déficit hídrico desde 2012 já alcança aproximadamente 1.000 mm.

A explicação para essa previsão, segundo Etchichury, está no Pacífico. De acordo com ele, as águas do oceano estão entrando em um período de temperaturas mais baixas (“fase fria”), caracterizada por maior ocorrência de La Niñas, fenômeno climático que reduz as chuvas no Brasil. A última “fase fria” terminou por volta de 1975, quando teve início a “fase quente”, com mais El Niños e volume maior de precipitações no país.

Fonte: Estadão

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